quinta-feira, 7 de junho de 2012

Para o bem ou para o mau da humanidade...


Por: Letícia Oliveira


      Podemos ressaltar a importância dos estudos científicos e de seus avanços na busca por mais conhecimento sobre a vida humana. Ciência e tecnologia juntas são forças que ajudam a aperfeiçoar o nosso mundo. 
       Nós seres humanos, por natureza, trazemos conosco o dom de ir à busca de novas informações sobre nosso corpo, como ele se desenvolve e de como podemos vencer suas barreiras ou até mesmo aperfeiçoar sua fragilidade, seja ela física ou mental. A clonagem humana pode trazer benefícios, mas também causar danos irreversíveis. 
       Mas será que centenas de fetos mal formados são necessários para se conseguir um único animal clonado, aparentemente sadio. Será dessa performance que os cientistas se orgulham? 
E a construção de órgãos, visando à realização de transplantes, não será também capaz de produzir um extraordinário salto no aumento da qualidade e quantidade de vida do ser humano? A "produção" de seres humanos, ainda que para fins terapêuticos, é uma violência contra um dos inestimáveis valores de nossa cultura: a vida. 
     Sempre tentando construir nosso futuro, sentimentos morais em nossa cultura, não poderemos pensar na construção de clones por semelhança, compararemos a corpos em estado de morte encefálica, e que certamente não consideramos pessoas e sim "banco de órgãos"? Não devermos temê-las, e sim monitorar cuidadosamente a sua aplicação. 
     É, portanto, indispensável que se altere o conceito de momento de início da vida, ou que se abram exceções legais que permitam a inutilização de embriões – ou, de sua utilização para outros fins, ou finalmente, que se proíbam todas essas novas técnicas que, ao menos em princípio, visam a buscar melhor qualidade de vida para pessoas que desejam procriar! 

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