Por: Aline Oliveira
No melhor dos casos, você, cliente, passará 30 minutos ao som da velha e péssima música de espera, que mais parece um daqueles toques antigos de aparelho celular. Há casos em que, depois de narrar seu drama ( e que geralmente é gigantesco), para um atendente, ele te revela que o setor dele não tem condições de resolver aquilo e que vai te transferir para um superior. Você acha que está tudo ok, que nessa transferência o próximo já vai tá com suas informações na tela e que você só irá precisar confirmar os dados. Engano. Você ficou cinco minutos falando sozinho e o atendente não anotou nada do que você falou. Resultado: Mais uma vez, você vai ter que confirmar os malditos dados e narrar de novo sua tragédia doméstica. Dez entre dez pessoas, já passaram por problemas complexos com as centrais de atendimento. Desde solicitações erradas, até má condução de problema - solução.
Falar com alguém que responda por uma empresa / produto / marca, era para ser uma coisa simples, porém, não é bem assim que ocorre. O caso dos 30 minutos aguardando atendimento, que foi narrado lá em cima, não acontece mais com tanta frequência, já que graças a algumas leis, as empresas tiveram que melhorar e otimizar o funcionamento de seus Serviços de Atendimento ao Cliente, mas até alguém neles ter disposição e força de vontade para te ajudar a resolver o pequeno problema, que a essa altura já virou uma bola de neve, você já ganhou rugas e netos.
Luz no fim do túnel - Uma solução para a falta de respeito e ética descritas acima, são alguns sites especializados em "direito do consumidor" e eles tornaram- se uma esperança advinda do universo virtual. O portal Reclame Aqui ,é um exemplo desses tipos de site, ele se tornou uma das melhores soluções e mecanismo de consulta para clientes e futuros clientes. O portal, funciona como uma espécie de "Procon Online", onde os usuários cadastrados, narram suas desventuras com os SAC's do Brasil a fora. O mecanismo é tão eficaz que algumas empresas criaram dentro de suas centrais de gerencia, um setor exclusivo para atender os casos vindos do Reclame. No site, o cadastrado encontra algumas ferramentas úteis, como uma lista das empresas com melhores pontuações e classificações no site. O ranking foi elaborado em parceria com os internautas por meio do prêmio " Reclame Aqui de melhor empresa", realizado todos os anos no segundo semestre. Por lá, através da aba "Ranking", é possível acompanhar os melhores e piores indicies de resposta, atendimento, as empresas cadastradas com os maiores indicies de reclamação e as melhores notas médias.
Além do Reclame Aqui, outra ferramenta que tem sido bem útil na busca por uma solução descente para os problemas, é o Twitter. A rede social, chegou discretamente ao país e conquistou milhões de fãs. Logo as empresas mais atentas e espertinhas, encontraram nesse veículo, uma grande porta para fazer marketing direto com seus clientes. Mas, como tudo tem sempre dois lados, a rede que inicialmente foi a porta de grandes negócios, também se tornou a porta e a solução para algumas crises. Os clientes indignados, aprenderam a utilizar de maneira sábia os 140 caracteres disponibilizados pela ferramenta, para externar para seus amigos e seguidores, os problemas enfrentados com as empresas. Atentas a isso e a velha consideração de que não existe propaganda mais eficaz do que o "boca a boca", as empresas foram obrigadas a prestar esse atendimento " personalizado".
A solução desses problemas, não deveria ter que ficar a cargo de um site independente ou de uma rede social. Se as empresas dispõe de centrais de atendimento, porque não fazer delas uma ferramenta verdadeiramente útil e de qualidade? Vale ressaltar, que no país ainda não são todos os domicílios que possuem ou todas as pessoas que tem acesso livre a computadores. Como essas pessoas, fazem para resolver seus problemas? Falta um pouco mais de ética das empresas para com seus clientes, no quesito de atender e informar. A própria constituição diz, que todos tem direito a informação e independente de como ou quem você é. O Procon, órgão responsável por garantir o direito dos consumidores, faz o possível para fiscalizar o atendimento prestado pelas centrais, mas fazer isso regularmente acaba sendo impossível.
Aos clientes, resta apenas esperar e rezar para que algum dia isso mude e melhore. Talvez um dia, as empresas vejam o quanto um bom atendimento é tão fundamental para o funcionamento de seus negócios, quanto uma boa campanha de marketing e comunicação.



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