sexta-feira, 8 de junho de 2012

Editorial

Esse trabalho foi proposto pelo discente José Wilker ministrante da matéria "Ética e Legislação" da FCS. A equipe:Aline Oliveira,Letícia Oliveira e Roberta Peleteiro (5º semestre/matutino), convida você internauta para discutir ética e legislação no jornalismo. Esse espaço é seu sugira,opine e reclame.

"Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso"
Albert Eistein

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Para o bem ou para o mau da humanidade...


Por: Letícia Oliveira


      Podemos ressaltar a importância dos estudos científicos e de seus avanços na busca por mais conhecimento sobre a vida humana. Ciência e tecnologia juntas são forças que ajudam a aperfeiçoar o nosso mundo. 
       Nós seres humanos, por natureza, trazemos conosco o dom de ir à busca de novas informações sobre nosso corpo, como ele se desenvolve e de como podemos vencer suas barreiras ou até mesmo aperfeiçoar sua fragilidade, seja ela física ou mental. A clonagem humana pode trazer benefícios, mas também causar danos irreversíveis. 
       Mas será que centenas de fetos mal formados são necessários para se conseguir um único animal clonado, aparentemente sadio. Será dessa performance que os cientistas se orgulham? 
E a construção de órgãos, visando à realização de transplantes, não será também capaz de produzir um extraordinário salto no aumento da qualidade e quantidade de vida do ser humano? A "produção" de seres humanos, ainda que para fins terapêuticos, é uma violência contra um dos inestimáveis valores de nossa cultura: a vida. 
     Sempre tentando construir nosso futuro, sentimentos morais em nossa cultura, não poderemos pensar na construção de clones por semelhança, compararemos a corpos em estado de morte encefálica, e que certamente não consideramos pessoas e sim "banco de órgãos"? Não devermos temê-las, e sim monitorar cuidadosamente a sua aplicação. 
     É, portanto, indispensável que se altere o conceito de momento de início da vida, ou que se abram exceções legais que permitam a inutilização de embriões – ou, de sua utilização para outros fins, ou finalmente, que se proíbam todas essas novas técnicas que, ao menos em princípio, visam a buscar melhor qualidade de vida para pessoas que desejam procriar! 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

De quem é o problema?

Por: Aline Oliveira  


     Creio que todo mundo já tenha passado por uma situação desagradável em um contato com uma central de telemarketing. São ligações que demoram para serem atendidas, atendentes virtuais confusas, pessoal despreparado e por fim a velha técnica do "Esta ligação está sendo gravada". Se ser tratado mal ou com desatenção fosse um fator de apenas um atendente ou central de atendimento, não seria tão ruim, afinal seria um fato isolado. Mas todas as centrais, de todos os mais variados gêneros, usam e abusam da paciência de seus clientes.

     No melhor dos casos, você, cliente, passará 30 minutos ao som da velha e péssima música de espera, que mais parece um daqueles toques antigos de aparelho celular. Há casos em que, depois de narrar seu drama ( e que geralmente é gigantesco), para um atendente, ele te revela que o setor dele não tem condições de resolver aquilo e que vai te transferir para um superior. Você acha que está tudo ok, que nessa transferência o próximo já vai tá com suas informações na tela e que você só irá precisar confirmar os dados. Engano. Você ficou cinco minutos falando sozinho e o atendente não anotou nada do que você falou. Resultado: Mais uma vez, você vai ter que confirmar os malditos dados e narrar de novo sua tragédia doméstica.  Dez entre dez pessoas, já passaram por problemas complexos com as centrais de atendimento. Desde solicitações erradas, até má condução de problema - solução. 

    Falar com alguém que responda por uma empresa / produto / marca, era para ser uma coisa simples, porém, não é bem assim que ocorre. O caso dos 30 minutos aguardando atendimento, que foi narrado lá em cima, não acontece mais com tanta frequência, já que graças a algumas leis, as empresas tiveram que melhorar e otimizar o funcionamento de seus Serviços de Atendimento ao Cliente, mas até alguém neles ter disposição e força de vontade para te ajudar a resolver o pequeno problema, que a essa altura já virou uma bola de neve, você já ganhou rugas e netos. 

    Luz no fim do túnel - Uma solução para a falta de respeito e ética descritas acima, são alguns sites especializados em "direito do consumidor" e eles tornaram- se uma  esperança advinda do universo virtual. O portal Reclame Aqui ,é um exemplo desses tipos de site, ele  se tornou uma das melhores  soluções e mecanismo de consulta para clientes e futuros clientes. O portal, funciona como uma espécie de "Procon Online", onde os usuários cadastrados, narram suas desventuras com os SAC's do Brasil a fora. O mecanismo é tão eficaz que  algumas empresas criaram dentro de suas centrais de gerencia, um setor exclusivo para atender os casos vindos do Reclame. No site, o cadastrado encontra algumas ferramentas úteis, como uma lista das empresas com melhores pontuações e classificações no site. O ranking foi elaborado em parceria com os  internautas por meio do prêmio " Reclame Aqui de melhor empresa", realizado todos os anos no segundo semestre. Por lá, através da aba "Ranking", é possível acompanhar os melhores e piores indicies de resposta, atendimento, as empresas cadastradas com os maiores indicies de reclamação e as melhores notas  médias.

     Além do Reclame Aqui,  outra ferramenta que tem sido bem útil na busca por uma solução descente para os problemas, é o Twitter. A rede social, chegou discretamente ao país e conquistou milhões de fãs. Logo as empresas mais atentas e espertinhas, encontraram nesse veículo, uma grande porta para fazer marketing direto com seus clientes. Mas, como tudo tem sempre dois lados, a rede que inicialmente foi a porta de grandes negócios, também se tornou a porta e a solução para  algumas crises. Os clientes indignados, aprenderam a utilizar de maneira sábia os 140 caracteres disponibilizados pela ferramenta, para externar para seus amigos e seguidores, os problemas enfrentados com as empresas. Atentas a isso e a velha consideração de que não existe propaganda mais eficaz do que o "boca a boca", as empresas foram obrigadas a prestar esse atendimento " personalizado". 

      A solução desses problemas, não deveria ter que ficar a cargo de um site independente ou de uma rede social. Se as empresas dispõe de centrais de atendimento, porque não fazer delas uma ferramenta verdadeiramente útil e de qualidade? Vale ressaltar, que no país ainda não são todos os domicílios que possuem ou todas as pessoas que tem acesso livre a computadores. Como essas pessoas, fazem para resolver seus problemas? Falta um pouco mais de ética das empresas para com seus clientes, no quesito de atender e informar. A própria constituição diz, que todos tem direito a informação e independente de como ou quem você é. O Procon, órgão responsável por garantir o direito dos consumidores, faz o possível para fiscalizar o atendimento prestado pelas centrais, mas fazer isso regularmente acaba sendo impossível. 

      Aos clientes, resta apenas esperar e rezar para que algum dia isso mude e melhore. Talvez um dia, as empresas vejam o quanto um bom atendimento é tão fundamental para o funcionamento de seus negócios, quanto uma boa campanha de marketing e comunicação. 

sábado, 2 de junho de 2012

A verdade, nada mais que a verdade

                                          Por:Roberta Peleteiro


     Um dia o editor chefe entregou a Janete uma nova pauta, o dead line do jornal era às 14 horas, já passava das 11 da manhã quando o furo surgiu, ao meio-dia tinha que pegar os filhos na escola e a matéria parecia ser de suma importância pois, de acordo com uma fonte um artista famoso havia cometido um crime terrível em seu condomínio.
     Como fazer para cuidar da vida pessoal e ao mesmo tempo apurar se a matéria era ou não uma barrigada? Janete acabou optando pelo caminho que julgava ser mais fácil, não conversou com todas as fontes envolvidas, falou apenas por telefone com duas ou três pessoas, fechou a matéria, entregou ao editor logo após o almoço e no dia seguinte a manchete que estava no jornal era “Cantor Túlio matou um homem no bairro 15 de Maio”.
      Mesmo sendo inocente Túlio fora condenado pela imprensa, sem poder se defender perante um juíz, depois do falso escândalo, o cantor jamais teve sua vida pessoal e profissional em ordem. Essa história não é verdadeira, mas também não é totalmente falsa, pois diariamente nos deparamos com a grande mídia julgando Túlios, Brasil a fora. Uma vez dito algo pela imprensa, muitas pessoas a tomam como verdade prejudicando pessoas inocentes.
      Alguns programas de TV, em pleno horário do almoço nos brindam (ao menos aqui em Salvador) com cenas como as protagonizada pelo artista citado. Sempre há aquele repórter “engraçadinho” julgando os suspeitos de um assalto ou qualquer outro crime. Em frente a câmera, ele é o promotor e juíz.
       Não é anormal ouvir frases do tipo “Diga que você não estava com a droga!” ou “Você matou ou não matou?” para prender mais à atenção do telespectador o apresentador: bate na mesa, berra palavras de ordem e chama o próximo “acusado” com frases do tipo. “Não saia daí, no próximo bloco vamos vê o autor daquela chacina”.
       
      É muito fácil apontar microfones e câmeras diante de uma pessoa que desconhece seus direitos, difícil é ensinar a certos membros da imprensa baiana que está na constituição. Ninguém pode ser apontado como autor, sem que esse tenha sido julgado, pois, como sabemos em todas as profissões podem haver erros e o acusado podem está, por exemplo apenas no lugar errado e na hora errada.
      A matéria é impressa em letras grandes, muitas vezes a foto está na capa do tablóide ou pode ser matéria principal de um telejornal, mas ninguém lembra que existem erratas. Leitores não “enxergam” notas de roda-pé com pedido de desculpa. Nós lidamos diariamente com seres humanos devemos pensar bem e sempre ouvir muitas versões de um mesmo fato. Jamais publicar uma notícia por pré-julgamentos é a nossa obrigação.
       Muitas vidas já foram estragadas por matérias mal-apuradas, sejamos éticos. Passar mais tempo coletando informações ou não entregar matéria por não ter certeza de determinada situação não o fará menos profissional, ao contrário lhe tornará digno e poupará que pessoas tenham suas vidas destruídas por meras suposições.